Rolezinhos Explained – A reflection of inequality in Brazil

A fascinating new phenomenon that has recently emerged in Brazil is the “rolezinho”, which is the literal translation of “walk around”(e.g. vou dar um role) like when we decide to walk around the shopping centre or streets. The fascinating thing about this new trend is that it is a direct reflection of the extreme inequality there is in Brazil.

A group of people, usually from a same community, such as a favela or “sem teto” (homeless people) notify the press and organize a trip or rolezinho to a shopping centre. The interesting thing is the reaction of the shop owners, attendants and other regular customers, usually of middle and upper classes. They immediately grab their cell phones to call the police and clutch their bags from fear of being robbed. The presence of the press usually strips the police of any reasons for violent action because these people, like all of us, have the human right to be there and simply want to visit a shopping centre. This action forces middle and upper class Brazilian to face their own bias and prejudice without any excuses or justifications. They have no where to run.

The entire action is obviously organized to convey a message and protest against the discrimination these communities endure day after day by people of a different and often foreign social class.  The result is absolutely fascinating, especially when they decide to eat at the food court or use the restrooms. The panic they cause is a punch in the face of Brazilian society in general and a clear message delivered by a specific segment of society simply by being there.

It took me a while to understand what all the commotion was about and I initially thought people were actually protesting in shopping centres, but then, after watching the video, I realized it is all about people simply wanting to visit a shopping centre that has been invisibly “off limits” to certain segments of the population for so long.

I think this is all amazingly positive trend and hope it does not attract wrongdoers and people with bad intentions. If the rolezinhos manage to maintain the peaceful approach and very powerful but silent message they are trying to deliver, I think this will be one of the most successful revolutions of Brazilian society, and proves my assumption that Brazil is not a racist nation, it is a classist nation.

Here, the 19 minute video “So quero conhecer o shopping” (I only want to visit the shopping centre). Enjoy.

3 responses to “Rolezinhos Explained – A reflection of inequality in Brazil

  1. Cipriana, Tem role e tem rolezinho. Conhecer o shopping….eh!!!??? Fazer um rolezinho ja e outra coisa e pode ter malandragem conforme a intencao de quem esta organizando. Hoje em dia mesmo as coisas nao politizadas estao ficando. Entao concordo com voce que o movimento demonstra questionamento e o racismo e classismo da sociedade. Mas tambem nao e totalmente inocente e o proprietarios dos negocios dentro do shopping realmente tem medo de perder a clientela e tambem de sofrer assaltos.

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    • No vídeo, o conceito ainda era inocente mas sei que provavelmente vai virar algo ruim, aproveitado por movimentos suspeitos e partidos. Também sei que as pessoas têm medo de assaltos, mas não houve nenhum até agora, então isso reflete algum preconceito somente pelo medo que sentem ao ver pessoas da favela, sem teto, etc. Esse preconceito existe no mundo inteiro, não só no brasil. Mas, no brasil geralmente negamos que aqui existe preconceito e acreditamos que somos muito abertos, o que não é verdade. Sofri muito mais preconceito no brasil do que em qualquer outro pais que já morei, especialmente em estados onde há mais negros. Pessoas achando que só posso ser a empregada de alguém quando vou a uma festa como convidada, etc. É algo cultural que já devemos ter superado. Acho que mudou muito, porque quando cheguei aqui 25 anos atrás, só havia negros na tv como empregados domésticos. Não acho que o brasil seja um pais racista, insisto nisso. O negro é relacionado à pobreza por uma questão nossa mesmo, como o judeu é relacionado à avarice, o japonês ao trabalho duro, etc. São coisas culturais e sempre tem um tom de verdade, eu acho. Mas concordo que os rolezinhos provavelmente se tornarão algo distante da intenção inicial.

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