Living in Brazil: Bureaucracy

If you are coming to Brazil from any first-world/developed country, the first thing you will have to get used to when you finally settle here and start working and living in Brazil is the bureaucracy. If you are from a third-world/developing or emerging country, you are probably used to it.

Lots of Brazilians complain about it, so it´s not like we are bitching about something that does not exist, but there are two aspects of bureaucracy that most people don´t realize or consider.

1. Bureaucracy in Latin American countries is actually necessary. Most Latin Americans will always find ways to get away with things and honesty is usually considered a sign of weakness. Before you smirk with scepticism, let´s consider this scenario. My dad was once stopped by the police when we lived in London for speeding. The policeman asked him for his name and address, but, which is pretty characteristic of the UK, no one asked him for identification. That means they literally took his word for it. Imagine the same scene in a Latin American country. Yes, you gottit. Impossible. If, let´s say, the policeman forgot to ask for ID, most Latin Americans would lie about their name and address to see if it sticks. The natural consequence of this tendency to be dishonest is that everyone has to prove everything they say or do, hence the bureaucracy. In summary, Latin American is not ready for less bureaucracy. The example above may be a little extreme, but you will soon notice that you will actually appreciate the bureaucracy, especially if you have to sign an agreement with someone or buy something. The bureaucracy provides proof of each step you took if you should ever need it.

In Brazil, the level of suspicion is much higher than in Argentina, say, although they are at the same smart-ass level. That is why Brazilians invented Cartorios. Yes, those nasty little places are used to prove that you are you, that your signature is yours, that your name is your name… in Brazil you have to prove EVERYTHING.

2. It´s not the Bureaucracy itself that´s bad, it´s the time it takes to do anything. The fact that you need a stamp on your birth certificate to prove it passed through the proper channels is not a bad thing. The fact that that stamp can take up to 3 years, is. I mean, how long can it take to pick up the stamp, put ink on it and lean it on a page? A long time, apparently. I waited 2 years to correct a mistake on a certificate. It took the judge one year just to pick up the paper, then another to decide what to do. You basically have to hand in the papers and forget about it until it´s done. Forget about timing anything. You will also notice that things the government wants, such as income tax statements, ID for everyone and the like, are usually based on efficient, faster services, such as websites. When it´s you that needs something from the government, the story is very different and there are not effective channels available at all.

In summary, arm yourself with lots and lots of patience when you need to get anything done that involves authorities, public services, law or government. In these harems of bureaucratic bliss where everyone is over paid, under worked and rarely get fired, you cannot complain unless you want to make serious enemies and extend the time limit to infinity. If you really want to reduce bureaucracy to an absolute minimum, live in the smallest, best developed town you can find near the biggest city you can find, which is exactly what I did.

5 responses to “Living in Brazil: Bureaucracy

  1. O ponto que você deixa de fazer é que o Reino Unido tem uma base de dados enorme de toda sua população, pessoas envolvidas em crime, veículos, licenciamento de armas de fogo, registro de pessoas envolvidas em violência, drogas, crimes de natureza sexual ou contra a criança, pessoas perdidas, pais e mães que não pagam assistência alimentícia, resultados de audiências de tribunais criminais…a lista vai.
    Tudo é conectado em produtos que são divididos por todo o Reino Unido, ao toque do teclado enquanto o policial está fazendo verificações pelo rádio até antes de parar o carro pq alguns carros policiais daqui tem câmeras que lem e fazem verificações enquanto o policial dirige.
    As bases de dados do Brasil não se comunicam entre si. O fato de ser uma republica tbm não ajuda pq cada estado cria seus métodos de manter informações. A pessoa que criar um projeto para integrar todas as informações vai resolver um problema enorme e ganhar uma fortuna.

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    • Na realidade, o ponto mais importante é que no Reino Unido, se você é pego mentindo para a polícia, se eles verificam que mentiu, a punição é enorme e sua reputação nunca mais será a mesma em vários sentidos. Ou seja, há consequências. Eu mesma admito que não é justo comparar os dois países e poderíamos discutir as diferenças durante anos. Seria, na verdade, inútil. Mas sim, depois de 11 de setembro, tudo mudou também. É se o brasil se organizasse, coisa que é muito difícil num pais tão grande, talvez tudo seria mais fácil… tomara, tomara….

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      • Entendo. Mas eu trabalho pra um força polícial do Reino Unido, na linha de fronte, e eu te digo, muito Britanico (e outras nacionalidades) mentem sobre seu nome, dia de nascimento, endereço. Mas por causa da tecnologia (polegadas eletrônicas) e inteligência dividida por outras organizações, policiais a paisana ou membros do público, nós determinamos a identificação do indivíduo.

        E descordo que as consequências sejam rígidas. Existe o caso do Ian Huntley que matou a Jessica e a Hollie – mas mesmo assim ele não foi penalizado por ter usado falsa identidade, mas por duplo assassinato.

        Em anos de experiência eu nunca vi uma pessoa sequer ser punida por falsa identidade, mesmo os homens de barba e cavanhaque do Afganistão que chegam dizendo que não sabem a idade deles só pra pegar asilo sob a pretensão de ter menos de 18 anos (sob a Lei dos Direitos Humanos o Reino Unido tem que dar apoio a menores pedindo asilo).

        Estou pronta a ser corrigida caso você possa mencionar algum caso real aonde o uso de falsa identidade fora julgado e penalizado em corte de justiça.

        Não é uma questão de defender o Brasil ou o Reino Unido pq pra mim não fede e não chera, mas um princípio de relatar os fatos corretamente. Eu sei que seu blog é sua opinião individual – e que instiga interesse de muitos, como eu – mas neste tema específico eu senti a necessidade de colocar as coisas certas.

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        • Ok, vamos esquecer do Reino Unido. Não foi uma comparação sensata. As coisas mudaram muito desde que eu morei lá, entre 1974 e 1991. Não posso falar em pessoas que foram punidas porque ninguém que eu conheci lá teria coragem de mentir para um policial. E duvido que alguém seja punido judicialmente por mentir, mas isso certamente afeta a decisão em caso de tentar se defender após cometer um crime mais grave. Ou seja, mentir agrava as coisas em alumas situações. Mesmo assim, repito que meu ponto não era esse, embora respeite sua opinião e agradeça as informações. Meu ponto era que ser honesto em muitos países latino-americanos é visto como fraqueza, especialmente na Argentina (onde pessoa que faz o serviço militar, por exemplo, é chamado de “gil” ou seja, otário. A maioria dos homens mente sobre sua condição física para se safar do serviço militar). Meu ponto era que muitas pessoas acham um jeito de “se safar” se qualquer consequência ou dever. Só isso. Ser “espertinho” é considerado como sendo algo admirável.

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